terça-feira, 11 de dezembro de 2018

UMA VISÃO BAKHTINIANA DE HIPÓCRATES: Do Céu a Terra


Resumo/Abstract


Este texto se propõe a estudar o conceito de grotesco de Bakhtin sobre a obra de Rabelais do corpo humano nos tratados de Hipócrates. Objetiva traçar uma relação entre Rabelais e os Corpus Hippocraticum, comparando seus elementos e reforçando os conceitos de grotesco como anteriores a Idade Média.

Palavras-chave: grotesco; corpo humano; Bakhtin; Hipócrates
 

This text proposes to study Bakhtin's concept of grotesque on the work of Rabelais of the human body in the treatises of Hippocrates. It aims to outline a relationship between Rabelais and the Corpus Hippocraticum, comparing its elements and reinforcing the concepts of grotesque as before the Middle Ages.

Keywords: grotesque; human body; Bakhtin; Hippocrates

 
Introdução

Em 1532 surge o “Les horribles et épouvantables faits et prouesses du très renommé Pantagruel, Roi des Dipsodes, fils du grand géant Gargantua”[1] assinado por Alcofribas Nasier, um anagrama do francês François Rabelais, que não queria revelar o seu verdadeiro nome. Ao contar detalhes da vida de dois gigantes, Gargantua e seu filho Pantagruel, utiliza uma linguagem extravagante com diversos trocadilhos e um humor bem picante, na contramão ao cenário opressor religioso da Idade Média onde o corpo era coberto e dominado pelos tabus da igreja. Rabelais foi também médico, possuía um manuscrito grego de alguns textos de Hipócrates e atuou como editor[2] dos Aforismos e da Natureza do Homem de Hipócrates além de deixar várias notas sobre as traduções do latim em contrapartida com o original em grego. Rabelais mostra seu interesse não só pelo conteúdo técnico da medicina antiga, mas também pela forma da escrita crua e realista do corpo humano, fato que possivelmente influenciou o estilo grotesco de sua pentalogia de romances.

Neste artigo me proponho a estudar a origem do estilo grotesco por meio da comparação de trechos do Corpus Hippocraticum com trechos da análise que o Bakhtin faz das obras de Rabelais[3] trazendo as semelhanças encontradas tanto na forma de descrever o corpo quanto na liberdade de expressão do cotidiano do ser humano. Bakhtin (1895 – 1975 d.C), quatro décadas após Rabelais (1494 – 1553 d.C), dez décadas depois de Hipócrates (460 – 377 a.C.), mostra uma nova interpretação e define o realismo grotesco encontrado nessas obras como um modo literário.
Corpus Hippocraticum

O Corpus Hippocraticum é uma coleção de sessenta e seis tratados vinculados a Hipócrates e seus seguidores sobre temas relacionados ao corpo humano e práticas médicas dos séculos V e IV a.C. na Grécia Clássica. Interessante notar que apesar de Hipócrates falar o dialeto dórico comum em Cós, os tratados foram escritos em jônico, provavelmente com o objetivo de fazer seus estudos transpassarem as fronteiras de sua cidade, sabendo-se o quão amplamente era difundida a poesia grega arcaica, quase toda em jônico [4]. Esta obra com mais de dois mil anos hoje é objeto de estudos, leituras e releituras em diversos campos do conhecimento que não apenas na medicina onde originalmente assumiu um destaque especial.

Não podemos deixar de notar elementos do realismo grotesco nos tratados hipocráticos e a semelhança nas descrições da imagem do corpo humano com a obra de Rabelais. Para tanto serão analisados trechos dos tratados “A Antiga Medicina” e “Da Natureza do Homem”.

O manuscrito “A Antiga Medicina”, escrito por Hipócrates, cria uma imagem do corpo humano como uma cozinha. Dentro do corpo os alimentos são introduzidos, processados e eliminados. Considerando esta química interna pode-se descobrir muito sobre a condição do doente e de sua doença estudando o que é eliminado pelo corpo, o médico analisa o que entre e o que sai pra entender o que está dentro, por exemplo, o cheiro, a cor, a textura, a temperatura e o gosto das urinas e fezes podem mostrar o que está em desequilíbrio dentro do corpo e a partir daí ajustar a dieta para reestabelecer o equilíbrio perdido. Nos tratamento eram utilizados remédios para expulsar o que estava em excesso, a chamada catarse (kátharsis, em grego), uma purificação do corpo através da evacuação, da purgação.

Era uma constante luta para dominar os alimentos, suas quantidades, tempo de cozimento, suas misturas. Descreve-se o conceito de na medida (metron, em grego) como sendo a medida certa para cada paciente, nem de mais nem de menos, conforme o sentimento do corpo (áisthesis tôu sómatos, em grego). Existe uma busca por padrões. Se o corpo adoece é em decorrência de erros por não saber a técnica/arte da vida (atekhnía, em grego), a falta de técnica e por se afastar dos padrões de normalidade.

Trechos do manuscrito A Antiga Medicina (Mark; Jouanna) [5]

“3.3 And, to go still further back, I hold that not even the regimen and nourishment that the sick make use of today would have been discovered if it were sufficient for the human being to eat and drink the same things as an ox and a horse and all the animals other than man”

“3.4 For human beings endured much terrible suffering because of their strong and brutish regimen, consuming foods that were raw, unblended, and possessing great powers—suffering like that which they would experience from these foods today as well, falling into severe pains and diseases followed by a speedy death.”

“3.4 En effet, comme les gens éprouvaient bien des souffrances terribles par suite d'un régime fort et bestial, du fait qu'ils ingéraient des aliments crus, intempérés et dotés de qualities fortes”

“3.5 From wheat, by moistening, winnowing, grinding, sifting, kneading, and baking it they made bread, and from barley they made barley cake. And performing many other operations to prepare this nourishment, they boiled and baked and mixed and blended the strong and unblended things with the weaker, molding everything to the constitution and power of the human being; for they considered that if foods that are too strong are ingested, the human constitution will be unable to overcome them, and from these foods themselves will come suffering, diseases, and death, while from all those foods that the human constitution can overcome will come nourishment, growth, and health.”

 “7.2 A mes yeux, ce qui apparaît, c'est l'identité de la méthode, c'est l'unité et la similitude de la découverte.”

“8.3 Tous ces faits sont des preuves que l'art de la médecine proprement dit*, si l'on poursuit la recherche dans la même voie, peut être découvert tout entier.”

 “9.2 But in fact the error is no less, nor does it harm the human being less, if one administers food deficient in quantity and quality to what is needed: for the might of hunger penetrates forcefully into the human constitution to lame and weaken and kill. And many other ills, different from those arising from repletion but no less serious, also arise from depletion.”

“9.2 Mais, en réalité, la faute n'est pas moins grande …”

 “9.4 And I would strongly praise this doctor, the one who makes only small errors; perfect accuracy is rarely to be seen. For I think that most doctors are in the same situation as bad helmsmen. These people, when they err while steering in a calm sea, are not revealed; but when a great storm and a driving wind takes hold of them, it is manifest to all that they have lost their ship through ignorance and error.”

O tratado “Da Natureza do Homem” descreve as características dos doentes, suas doenças, bem como procedimentos de tratamento, e coloca que a causa das doenças está no desequilíbrio dos quatro humores (sangue, fleuma, bile amarela e bile escura) que constituem o corpo humano refutando a crença da época de que as doenças eram oriundas dos deuses. Os métodos de tratamento identificavam o humor em excesso e eliminavam parte desse humor, por exemplo, retirava-se sangue, através da sangria, até o corpo voltar ao seu equilíbrio original, consequentemente saudável. A imagem do corpo era como um sistema de vias onde os fluídos movimentavam-se.

“A tradução do texto procurou ser o mais fiel possível. O estilo duro e visceralmente anti-literário dos tratos do Corpus Hippocraticum foi observado. Este não é (e nunca foi) um texto com preocupações estéticas, como parece ser o de Platão, trata-se de um texto norteado por um novo conceito que as Escolas Médicas de Cós e Cnido trazem a essa cultura que mutatis mutandis ainda é a nossa: a verdade pragmática (não ideal como a Socrática), nem somente comprovável (como a de Empédocles ou a de Anaxágoras), mas já comprovada, pretensamente abnuente de dogmas, que necessitava de uma expressão divulgadora em nome de um altruísmo ainda pouco conhecido, capaz de, qual em Eurípedes, unir a humanidade, e não apenas os povos.”(Cairus) [6]

Trechos do manuscrito Da Natureza do Homem (Cairus) [7]

 “3-Por outro lado, se o calor e o frio, e o seco e o húmido não se interrelacionarem com moderação e em igualdade, mas um predominar sobre o outro, o mais forte sobre o mais fraco, não ocorrerá a gênese.”

“4-O homem adoece quando há falta ou excesso de um desses humores ... o lugar no qual ele transborda, ultrapassando a medida causa dor e sofrimento. E quando um desses humores flui para fora do corpo mais do que permite a sua superabundância, a evacuação causa sofrimento.”

“5-Se deres a um homem um remédio que remova fleuma, ele vomita fleuma, e se lhes deres um remédio que remova bile, ele vomita bile ... e se ferires uma parte qualquer do próprio corpo, de sorte a produzir uma chaga, dela escorrerá sangue.”

“6-E quem afirma que o homem é sangue, faz uso da mesma opinião: vendo os homens serem degolados e o sangue fluir do corpo, criam a opinião de que este humor é o princípio vital do homem ... ... e nos homens degolados, primeiro escorre o sangue mais quente e mais vermelho, depois escorre o mais fleumático e mais bilioso.”

“12-Para os que expelem muito pus sem estarem com febre, para aqueles os quais a urina está muito carregada de pus sem haver dor, e também para aqueles entre os quais os excrementos são cronicamente ensanguentados como na disenteria, ... as doenças surgem da mesma causa. ... são rapazotes trabalhadores; mas, depois livres das tribulações, tornam-se carnudos com uma carne mole e muito diferente da anterior, e tem o corpo muito dividido entre o que era antes e o que se tornou, de forma a não haver mais similitude”
O Grotesco de Bakhtin em Hipócrates

Em seu livro[8] Bakhtin identifica na obra de Rabelais princípios da “vida material e corporal: imagens do corpo, da bebida, da comida, da satisfação e necessidades naturais” e atribui a essas imagens, conceitos e concepção estética, o nome de realismo grotesco. Como destaca Bakhtin “O corpo e a vida corporal adquirem simultaneamente um caráter cósmico e universal” parte integrante do mundo e como característica principal o seu rebaixamento, “isto é, a transferência ao plano material e corporal, o da terra e do corpo na sua indissolúvel unidade, de tudo que é elevado, espiritual, ideal e abstrato”. Assim como Hipócrates que rebaixou as causas das doenças do plano divino para o plano terrestre, Rabelais rebaixa o corpo do céu a terra, “transferindo cerimonias e ritos elevados ao plano material e corporal”

Para Rabelais, como nos tratados hipocráticos, o alto e o baixo, também  no aspecto cósmico já que o material e o cosmos é uma unidade, estão relacionados a posição no corpo humano, “o alto é representado pelo rosto (a cabeça), e o baixo pelos órgão genitais, o ventre e o traseiro”. Assim rebaixar é entrar em contato com o próprio corpo, entender suas necessidades, comer e eliminar. É a manutenção da própria vida. Diferente do conceito moderno de degradação, o realismo grotesco entende como um aspecto regenerador, quase que como um tratamento médico.

Por outro lado, temos o conceito egoísta, individualista que separa o corpo humano do corpo universal, do cosmos e da natureza, e aparecem os excessos, o desequilíbrio, a doença e a metamorfose (nasce, cresce,morre). O grotesco está ligado a todos os sentidos, aos humores hipocráticos, ao movimento do corpo, suas entradas e saídas, ao tempo.

Na Grécia antiga a medicina e seus tratamentos estavam intrinsecamente ligados às estações do ano, os humores que constituíam o corpo humano mantinham características similares às quatro estações. Assim como Bakhtin destaca que “a sucessão das estações, a semeadura, a concepção, a morte e o crescimento são os componentes dessa vida produtora” também Hipócrates descreve o ciclo natural das doenças típicas de cada estação do ano bem como hábitos e costumes dos povos de acordo com a região onde vivem, abrangendo também fenômenos sociais “e então as imagens grotescas, com sua atitude fundamental diante da sucessão das estações, com sua ambivalência, convertem-se no principal meio de expressão artística e ideológica do poderoso sentimento da história e da alternância histórica”.

Também em Rabelais, como nos tratados, as imagens grotescas conservam uma natureza original, diferenciam-se claramente das imagens da vida cotidiana contemporânea, preestabelecidas e perfeitas, as doenças e desagregações do corpo, os procedimentos de ingerir e vomitar, as sangrias, os coitos, a velhice e o parto, “com sua materialidade imediata continuam sendo os elementos fundamentais do sistema de imagens grotescas”, imagens estas contrárias as poéticas descrições contemporâneas (tanto da época Rabelais quanto da de Hipócrates) do corpo humano.

Também em oposição a composição divina do corpo, Hipócrates, estuda seus orifícios, sua conexão com a natureza, “coloca-se ênfase nas partes do corpo em que ele se abre para o mundo exterior, isto é, onde o mundo penetra nele ou dele sai ou ele mesmo sai para o mundo, através de orifícios, protuberâncias, ramificações e excrescências, tais como a boca aberta, os órgãos genitais, seios, falo, barriga e nariz” trazendo a incompletude do corpo como parte de um todo em evolução, da própria natureza.

Ainda sobre o rebaixamento do corpo encontra-se em Rabelais e também em Hipócrates uma certa equivalência entre características de alimentos e plantas e suas manifestações no corpo humano e seus humores. Como observado por Bakhtin, “o homem degusta o mundo, sente o gosto do mundo, o introduz no seu corpo, faz dele uma parte de si”, é nos simpósios que se manifesta, come, fala e se alimenta, observando-se que “uma ligação eterna uniu sempre a palavra e o banquete.” Conforme o tipo de alimento, o homem reage com maior ou menor liberdade. “Ele prefere o vinho ao azeite, símbolo da seriedade piedosa da quaresma.” “Símbolo da piedade e do temor de Deus. O vinho liberta do medo e da piedade. A verdade no vinho é uma verdade livre e sem medo.” E também Hipócrates fala sobre a embriaguez, destacado por Bakhtin a seguinte definição: “Acontece o mesmo na embriaguez: em seguida a um aumento súbito do sangue, as almas mudam com os pensamentos que elas contem, e os homens, esquecidos dos males presentes, aceitam a esperança de bens futuros.”

Por isso tanto na época de Hipócrates, quanto na de Rabelais, esse corpo nu e cru, imperfeito e incompleto, era visto de forma repugnante, monstruosa, escatológica e não poderia se encaixar jamais nas definições vigentes de beleza, nas descrições divinas, onde tudo que era excessivamente e demasiadamente humano deveria ser omitido, eliminado.
Projeções Futuras

A partir deste estudo surgem novas indagação que devem ser abordadas e aprofundadas. Ampliadas as referências bibliográficas com novos tratados hipocráticos, como “Ares, Aguas e Lugares” e os capítulo finas da“A Natuza do Homem” que não fazem parte da tradução do Cairus, porém são de extrema importância para o tema aqui estudado.

A exemplo da estética dos excessos, seguem algumas inquietações:

Como os excessos se relacionam com o normal nos tratados hipocráticos sob uma visão bakhtiniana?

É possível correlacionar a normalidade, a justa medida, o meio termo e a estética grotesca dos excessos? Qual é o conceito de normal e anormal, saúde e doença, do ponto de vista do grotesco e seus excessos ?

O corpo individual se equilibra com o corpo geral, social e político através do movimento entre extremos e meio termo ?

“O homem tem saúde precisamente quando esses humores são harmônicos em proporção, em propriedade e em quantidade, sobretudo quando são misturados. O homem adoece quando há falta ou excesso de um desses humores, ou quando ele se separa no corpo e não se une aos demais.” (Da Natureza do Homem - 4Litrre) (Cairus p.34) [9]

“O estado patológico passou a ser designado a partir do normal, através dos léxicogênicos hiper e hipo ... Contudo, nos séculos V e IV a.C., o princípio de Alcméon, ... do “nada em excesso” ganhou vulto através dos textos das escolas médica de Cnido e de Cos, Platão refere-se a esse princípio no Banquete (186c), no discurso do médico Erixímaco: “pois a medicina, para dize-lo resumidamente, é um conhecimento do que há de erótico no corpo, em relação à repleção e à vacuidade” (Cairus p.35)

 “A face política que apologiza o meio termo e a justa medida tem sua mais ilustre expressão em Solon ... O discurso de Nícias, no sexto livro da Guerra do Peloponeso, tem por característica a apologia da temperança. ... Assim, a sociedade é concebida como um corpo político, homólogo ao corpo humano” (Cairus p.35/36)

 “ Canguilhem lembra que “definir o anormal por meio do que é demais ou de menos é reconhecer o caráter normativo do estado dito ‘normal’” (1966 p.36). Se por um lado, na medicina hipocrática, o que se visa não é propriamente o normal (51), mas apenas ao saudável; por outro, seus tratados adotam muito claramente o verbo XXXX por princípio normatizador, estabelecendo, desta forma, um padrão de normalidade. Tal qual o da Medicina Antiga, os tratados humorais, oferecem copiosos subsídios para o estabelecimento definitivo de um vínculo antitético entre o desequilíbrio e o XXX em seu sentido mais clássico, o de “costume”.(Cairus p.37)
Considerações Finais

Mesmo não havendo o conceito formal de grotesco na época do Hipócrates existem elementos e experiência de grotesco em seus tratados. Considerando que Rabelais tinha grande conhecimento dos manuscritos gregos, traduziu e editou alguns dos tratados no mesmo ano (1532) em que publicou o primeiro volume de Pantagruel, podemos admitir uma relação entre suas obras.


Referências Bibliográficas


BAKHTIN, M. Cultura Popular na Idade Média: o contexto de François Rabelais. SP: Hucitec, 2010.
Bolgar, R. R. Rabelais's Edition of the "Aphorisms" of Hippocrates The Modern Language Review, Vol. 35, No. 1 (Jan., 1940), pp. 62-66, Modern Humanities Research Association, http://www.jstor.org/stable/3717411

CAIRUS, HF. O Corpus Hippocraticum. In: CAIRUS, HF., and RIBEIRO JR., WA. Textos hipocráticos: o doente, o médico e a doença e da natureza do homem [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005. História e Saúde collection, pp. 25-38. ISBN 978-85-7541-375-3. Available from SciELO Books http://books.scielo.org.

Cerqueira Lima, Alexandre Carneiro. As Imagens de Corpo Grotesco durante a Carnavalização do Simposio e do Komos em Atenas no V século a.C., Phoinix, Rio de Janeiro, 1997

Demont, Paul. ABOUT PHILOSOPHY AND HUMOURAL MEDICINE, p271. HIPPOCRATES IN CONTEXT Papers read at the XIth International Hippocrates Colloquium University of Newcastle upon Tyne 27–31 August 2002. LEIDEN/BOSTON: BRILL, 2005

JOUANNA, JACQUES. Hippocrate de L´Ancienne Medecine - TEXTE ÉTABLI ET TRADUIT PAR.PARIS: LES BELLES LETTRES, 1990

JOUANNA, JACQUES. Hippocrate de La Nature de L´Homme - TEXTE ÉTABLI ET TRADUIT PAR.PARIS: LES BELLES LETTRES, 1990

KAYSER, W. O grotesco. São Paulo: Editora Perspectiva, 2013.

MARK, J. SCHIEFSKY. Hippocrates on Ancient Medicine  – Translated with introduction and commentary. LEIDEN/BOSTON: BRILL, 2005

MENINI, ROMAIN «L’accouchement de Gargamelle (Gargantua, vi) : Hippocrate et Galien cul par-dessus tête», Op. cit., revue des littératures et des arts [En ligne], « Agrégation Lettres 2018 », n° 17, automne 2017 , mis à jour le : 07/11/2017, URL : https://revues.univ-pau.fr/opcit/270.

RABELAIS, F. Gargântua e Pantagruel. Rio de Janeiro/Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1991



[1] RABELAIS, F. – em português: Os horríveis e apavorantes feitos e proezas do mui renomado Pantagruel, Rei dos Dipsodos, filho do Grande Gigante Gargântua – Ver Figura 1 – em Anexos
[2] Bolgar, R. R. Rabelais's Edition of the "Aphorisms" of Hippocrates, The Modern Language Review, 1940
[3] BAKHTIN, M. Cultura Popular na Idade Média: o contexto de François Rabelais. SP: Hucitec, 2010
[4] CAIRUS, HF. O Corpus Hippocraticum, 2005
[5] JOUANNA, JACQUES. Hippocrate de L´Ancienne Medecine, 1990 e MARK, J. SCHIEFSKY. Hippocrates on Ancient Medicine,2005
[6] CAIRUS, HF. Textos hipocráticos: o doente, o médico e a doença e da natureza do homem, 2005, pg.41
[7] CAIRUS, HF. Textos hipocráticos: o doente, o médico e a doença e da natureza do homem, 2005, pg.39
[8] Os trechos entre aspas foram retirados de BAKHTIN, M. Cultura Popular na Idade Média: o contexto de François Rabelais. SP: Hucitec, 2010
[9] CAIRUS, HF. O Corpus Hippocraticum, 2005

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